segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Certeza da Morte


"Como ninguém tem o poder de dominar o vento, tampouco há quem tenha poder sobre o dia da própria morte." (Ec 3.1-8; 8.8) — A morte é um acontecimento que sempre choca o ser humano. Quando se perde alguém, fica uma sensação de espanto e incompreensão. Interessante é que podemos ter muitas dúvidas na vida ... Entre tantas incertezas, uma coisa é certa: um dia vamos morrer. Como o texto bíblico afirmou:

“[Há] tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou” (Ec 3.2)

Ninguém pode dizer para a morte: “Venha outra hora, no momento estou ocupado”. Como não podemos evitar o vento nem mudar a sua direção, também não podemos evitar a morte e deixá-la para outro dia. 

Diante de um falecimento, deveríamos ficar menos espantados. E pela certeza de que um dia vamos morrer, deveríamos viver de forma mais prudente. Sobre isso, alguém afirmou:

“As pessoas tratam a morte como uma surpresa inesperada, o que faz com que vivam a vida de forma desatenta.”

A nossa tendência natural é viver de forma despreocupada, como se o fim da vida fosse algo distante ou não fôssemos morrer. Vivemos sem tomar cuidados, não praticando o que é correto como deveríamos e gastando a vida com coisas pequenas e ruins. Steve Jobs disse:

“Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões.”

Em vez de a morte nos causar medo, surpresa e espanto, ela deve produzir em nós o desejo de viver com responsabilidade. A certeza de nossa finitude deve nos levar a viver com atenção e cuidado no caminho. Podemos doar mais do que acumular, sorrir e brincar mais do que murmurar e chorar. A melhor forma de nos prepararmos para a morte aproveitar os dias de vida com justiça, verdade e amor às pessoas.


Fonte: "Presente Diário"

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Trabalhar, no Senhor!

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é em vão no Senhor.” (1 Cor 15.58) | Não é incomum que uma pessoa se desanime em seu serviço ao Senhor e desista. Suponho que a maioria de nós já tenha enfrentado essa tentação em algum momento. Portanto, na leitura de hoje, gostaria de compartilhar quatro passagens que têm sido um enorme incentivo para mim e que me impediram de desistir.

A primeira é Isaías 49.4: “Então eu disse: ‘Trabalhei em vão, gastei minhas forças para nada, e em vão; contudo, certamente meu julgamento está com o Senhor, e minha obra com o meu Deus’”.

Há momentos, felizmente raros, em que anos de serviço ao Senhor parecem se evaporar no nada. Todo o nosso trabalho parece ter sido um esforço desperdiçado. Parece ser mais um caso de “trabalho de amor perdido”. Mas não é assim! Nosso versículo nos assegura que a justiça de Deus garantirá que sejamos ricamente recompensados. Nada do que é feito por Ele é jamais em vão.

A segunda passagem é Isaías 55.10-11: “Pois, assim como a chuva desce e a neve do céu, e não volta para lá, mas rega a terra e a faz brotar e germinar, para que dê semente ao semeador e pão ao que come: assim será a minha palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me agrada e prosperará naquilo para que a enviei”.

Aqueles que se dedicam a divulgar a Palavra viva de Deus têm o sucesso garantido. Os resultados são garantidos. Sua Palavra é irresistível. Assim como os exércitos do mundo são impotentes para impedir que a chuva e a neve caiam, da mesma forma todas as hostes de demônios e de homens são incapazes de impedir que a Palavra se espalhe e produza revoluções na vida das pessoas. Estamos do lado vencedor.

Além disso, há aquele encorajamento notável em Mateus 10.40: “Quem vos recebe, recebe-me; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.

Você já foi desprezado por causa do seu testemunho cristão? Ou excluído? Ou ridicularizado? Ou insultado? Alguém já bateu a porta na sua cara? Bem, não leve isso muito para o lado pessoal. Ao rejeitar você, as pessoas estão, na verdade, rejeitando o Salvador. A maneira como as pessoas tratam você é a maneira como tratam o Senhor. Como é maravilhoso estar tão intimamente ligado ao Filho de Deus!

Além disso, é claro, há 1 Coríntios 15.58. Paulo vem expondo a verdade da ressurreição. Se esta vida fosse tudo, então nosso trabalho seria em vão. No entanto, além da morte, encontra-se a glória eterna. Tudo o que for feito em nome do Senhor será recompensado nessa ocasião. Nenhum serviço amoroso terá sido infrutífero ou fútil.

O serviço cristão é o mais glorioso de todos os chamados. Nunca há uma razão válida para desistir. Os encorajamentos da Palavra de Deus são suficientes para nos impedir de voltar atrás.

William MacDonald - "Irmãos de Plymouth"

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Ouse Ser Um Daniel!

Ontem, ouvindo uma pregação sobre Daniel, lembrei-me destas palavras desafiadoras. Elas são a tradução de palavras escritas num hino em inglês por Phillip B. Bliss em 1873, e revelam, com admirável beleza, a coragem e determinação deste servo de Deus, tirado do seu lar e da sua família enquanto ainda jovem, mas disposto a honrar o seu Deus em meio à idolatria da Babilônia.

Repare, porém, que a fidelidade de Daniel fez com que ele discordasse até mesmo de seus irmãos. Quando ele e seus três amigos decidiram “não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia” (Dn 1.8), eles foram separados de um grupo de jovens que era composto de filhos de Israel, e não gentios (Dn 1.3). Os jovens que continuaram a comer a comida do rei eram irmãos [ conterrâneos ] de Daniel!

Qual será que foi a reação deles? Será que ficaram ofendidos com a atitude de Daniel? Será que o desprezaram? A Bíblia não nos revela esses detalhes. Ela também não menciona nenhuma insistência da parte de Daniel para que seus irmãos seguissem o seu exemplo, muito menos alguma tendência de desprezar aqueles que não o fizessem. Daniel e seus três amigos seguiram o caminho que o Senhor pôs diante deles, sem concessões e sem orgulho.

Quão difícil ser um Daniel! Se nossos irmãos não estão dispostos a seguir o caminho ermo que o Senhor coloca diante de nós, quão fácil retroceder, com medo de andar sozinho. Ou se avançamos, quão fácil fazê-lo com um espírito de orgulho e superioridade.

Tenha a coragem para fazer tudo o que o Senhor pede de você, sem concessões e sem orgulho! Ouse ser um Daniel!


©️2026 W. J. Watterson.

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Maior Presente

"Graças a Deus, pois, pelo seu dom inefável." (II Cor 9.15) — Pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, um cristão que trabalhava para uma empresa que vendia madeira para combustível contou-me a seguinte história:

"Por causa da falta de madeira, só podíamos vender pequenas quantidades para clientes particulares. Era minha função supervisionar a distribuição da lenha e verificar se tudo era feito corretamente.

Um dia, um senhor idoso apareceu várias vezes com um pequeno carrinho de mão e sempre comprava um saco de lenha de cada vez, e o atendi todas as vezes. Após a última carga, perguntei-lhe se não era difícil transportar os sacos de madeira.

— Sim, respondeu ele. É cansativo, mas é um presente para os meus filhos.

A alegria de seus filhos com a oferta de madeira superava aquela árdua tarefa. De repente, um pensamento me ocorreu e perguntei a ele:

— Diga-me, você sabe quem deu o maior presente de todos?

O homem, curvado sobre o carrinho de mão amarrando a madeira, ficou de pé e, com os olhos brilhantes e com uma alegria na voz que ainda posso ouvir, respondeu:

— Deus, que deu o Seu Filho Unigênito!

Fiquei maravilhado. Não havíamos nos encontrado antes, então foram as primeiras palavras que trocamos. Mas o assunto foi o “dom indescritível” de nosso grande Deus. De volta ao escritório, conversamos a respeito do Senhor, que ambos conhecíamos como o nosso Redentor. O Filho de Deus, esse grande e precioso Dom, cujo valor ninguém pode calcular, é a posse e alegria comum de todos os crentes.

“Fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito” (I Cor 6.20)


Fonte: "Boa Semente"

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Podando os Ramos

 "Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda." (Jo 15.2) – Cristo diz que seu Pai é o agricultor que cuida e toma conta da vinha. Deus separa os galhos estéreis para que não se espalhem, danificando a verdadeira vinha. Deus os seleciona para protegê-la. Ele determina quais devem ser cortados e lançados ao fogo.

Entretanto, tudo isso parece diferente para nós. Vemos os galhos estéreis crescendo e se espalhando, muito mais fortes e grossos do que os outros. Eles parecem os únicos que produzirão frutos. Em contrapartida, nós parecemos pequenos, débeis e estéreis. Sim, as pessoas querem nos arrancar e excluir como se fôssemos inúteis e inadequados. No lado oposto, as vinhas falsas aparentam permanecer para sempre e todos as respeitam muito.

Nós necessitamos de compreensão e visão espiritual. Não importa quantos vilões se levantem contra os cristãos, Deus sempre os retira e preserva o remanescente dos que creem. Desde o tempo dos apóstolos até agora, muitas heresias têm desafiado os ensinamentos de Cristo, do batismo, da Ceia do Senhor, da justificação pela fé e assim por diante. Elas são tão penetrantes que parecem ser ensinos corretos, mas ameaçam a Igreja cristã à apostasia. Contudo, Deus cortou todos estes ramos estéreis e preservou seus ramos verdadeiros para que, apesar de tudo, nós nos apeguemos ao ensino correto, ao batismo e à Ceia do Senhor, como os apóstolos os deram a nós. Começando em Abel, a fé avança por todo o mundo e prevalecerá enquanto houver cristãos. Nenhum deles será cortado da vinha. Todos permanecerão.

Assim, nós não devemos olhar para quão grandes e fortes são esses galhos estéreis, mas devemos nos concentrar nos verdadeiros galhos de Cristo. 

Fonte: "Somente a Fé" – Um Ano com Lutero

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Uma Vida Pela Fé

 "Mas o justo viverá da fé." (Hb 10.38; Hc 2.4) - Este versículo do profeta Habacuque é citado três vezes no Novo Testamento, sendo que cada vez um aspecto diferente está em primeiro plano:

- Na carta aos Romanos, a citação está em relação com a justiça de Deus, que é revelada no evangelho e que é concedida a cada crente (Rm 1.17).

- A carta aos Gálatas destaca que somos justificados somente pela fé – não por esforços próprios ou obras da lei (Gl 3.11).

- No nosso texto de hoje da carta aos Hebreus, a ênfase está na maneira como devemos viver.

Fé – esse é o princípio fundamental de vida dos filhos de Deus. Através da fé no Senhor Jesus fomos justificados; e a fé também é a base da nossa vida diária. Ela se mostra em confiança irrestrita em Deus e em Suas promessas. O Senhor Jesus viveu diante de nós essa confiança e nos serve como modelo. Como homem completamente dependente, Ele viveu na atitude: "Deus meu, em ti confio" (Sl 25.2).

Neste caminho da fé e da confiança faremos experiências valiosas. Pois Deus não decepciona ninguém que se entrega totalmente a Ele.

No apóstolo Paulo vemos o quanto ele estava preenchido com o conteúdo da sua fé: de Cristo, o Filho de Deus. Suas palavras também nós podemos tomar para nós: "A vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim" (Gl 2.20).


"Der Herr Ist Nahe" [ O Senhor Está Perto - Devocional de origem alemã ]

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O Deus Imutável

"Eu, o SENHOR, não mudo." (Ml 3.6) | É bom para nós que, em meio a toda a instabilidade da vida, existe Alguém que não pode ser afetado pelas mudanças. Alguém cujo coração nunca se altera e em cuja de face não há rugas. Todas as outras coisas têm mudado. O próprio sol, no passar dos séculos, tem diminuído o seu esplendor. O mundo está envelhecendo. O enrolamento dos vestidos desgastados já começou. A terra e os céus terão de passar em breve. Eles perecerão e ficarão velhos, como uma roupa, mas existe Alguém que possui a imortalidade, cujos anos não têm fim, e em cuja Pessoa não existe qualquer mudança. O marinheiro sente deleite quando, depois de haver estado no mar durante muitos dias, caminha novamente sobre a terra firme. Isto é semelhante à satisfação de um crente que, em meio a todas as mudanças desta vida turbulenta, deposita a sua confiança nesta verdade:

“Eu, o SENHOR, não mudo.”

A estabilidade que tem o barco quando este, enfim, chega ao porto é como aquela que a esperança do crente proporciona-lhe quando ela fixa-se nesta verdade gloriosa. Em Deus, “não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1.17). Os atributos de Deus no passado são os mesmos hoje. Seu poder, sabedoria, justiça e verdade são todos imutáveis. Ele sempre tem sido o refúgio e fortaleza de seu povo no dia da tribulação (Na 1.7). Deus ainda é o auxílio seguro dos seus servos. Ele é imutável em seu amor. Deus tem amado o seu povo “com amor eterno” (Jr 31.3). Ele o ama agora com tanto amor como sempre o amou. Quando todas as coisas terrenas forem liquidadas, no último conflito, o amor dele ainda vestirá “o orvalho da tua mocidade” (Sl 110.3).

Preciosa é a certeza de que Deus não muda! A roda da providência gira, mas seu eixo é amor eterno. Morte e mudança estão sempre ocupadas, o homem enfraquece, e a idade avança; mas a misericórdia de Deus está presente; e sua sabedoria, e seu amor sempre nos alcança!


Por: Charles Spurgeon. © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados.

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