"Por causa da falta de madeira, só podíamos vender pequenas quantidades para clientes particulares. Era minha função supervisionar a distribuição da lenha e verificar se tudo era feito corretamente.
Um dia, um senhor idoso apareceu várias vezes com um pequeno carrinho de mão e sempre comprava um saco de lenha de cada vez, e o atendi todas as vezes. Após a última carga, perguntei-lhe se não era difícil transportar os sacos de madeira.
— Sim, respondeu ele. É cansativo, mas é um presente para os meus filhos.
A alegria de seus filhos com a oferta de madeira superava aquela árdua tarefa. De repente, um pensamento me ocorreu e perguntei a ele:
— Diga-me, você sabe quem deu o maior presente de todos?
O homem, curvado sobre o carrinho de mão amarrando a madeira, ficou de pé e, com os olhos brilhantes e com uma alegria na voz que ainda posso ouvir, respondeu:
— Deus, que deu o Seu Filho Unigênito!
Fiquei maravilhado. Não havíamos nos encontrado antes, então foram as primeiras palavras que trocamos. Mas o assunto foi o “dom indescritível” de nosso grande Deus. De volta ao escritório, conversamos a respeito do Senhor, que ambos conhecíamos como o nosso Redentor. O Filho de Deus, esse grande e precioso Dom, cujo valor ninguém pode calcular, é a posse e alegria comum de todos os crentes.
“Fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito” (I Cor 6.20)
Fonte: "Boa Semente"
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